O rádio continua ocupando um espaço importante na rotina dos brasileiros. É o que mostra o Audio Pulse 2026, levantamento do Ibope divulgado nesta semana, que reúne dados sobre o consumo de rádio, streaming de música e podcasts.
De acordo com a pesquisa, 77% da população das 13 regiões metropolitanas acompanhadas pelo estudo ouviu rádio. Entre os ouvintes, o tempo médio de consumo chega a 3 horas e 38 minutos por dia. Em todas as regiões analisadas, o alcance do rádio ficou acima de 70%.
Entre as regiões pesquisadas, Grande Belo Horizonte e Grande Porto Alegre registraram o maior alcance, com 82%. No Sul, a Grande Florianópolis chegou a 81%, enquanto a Grande Curitiba também registrou 81%.
Informação continua sendo uma das forças do rádio
O estudo também mostra a relevância do conteúdo jornalístico na programação radiofônica.
Entre os ouvintes, 36% acompanham noticiários locais, enquanto notícias de trânsito e esportes aparecem com 31% cada. O futebol ao vivo é acompanhado por 30% e os noticiários nacionais por 25%.
Outro dado chama atenção: 67% dos ouvintes afirmam confiar no rádio para se manter informados, índice que cresceu nove pontos percentuais em relação ao levantamento anterior.
Além disso, 59% recorrem ao rádio para obter uma atualização rápida das notícias, 11 pontos percentuais acima do resultado registrado em 2025.
O rádio também está no celular
Apesar das transformações tecnológicas, o aparelho de rádio tradicional continua sendo a principal forma de acesso: 76% dos ouvintes utilizam o receptor convencional. O celular aparece em seguida, utilizado por 29%.
A pesquisa também reforça que o público de áudio não está necessariamente escolhendo apenas uma plataforma.
Entre os ouvintes de rádio, 60% também consomem streaming de música, enquanto 31% também ouvem podcasts. Considerando todos os formatos de áudio, incluindo rádio, streaming e podcasts, 93% da população pesquisada consumiu algum tipo de áudio nos 30 dias anteriores ao levantamento.
Música segue entre os destaques
A música continua sendo uma das principais razões para ouvir rádio. Entre os estilos citados na pesquisa, o sertanejo aparece com 38%, seguido por pop e música da moda, com 37%; MPB, com 36%; samba e pagode, com 35%; e rock, com 33%.
Rádio também movimenta publicidade
O levantamento aponta ainda a presença comercial do meio. No primeiro semestre de 2026, foram registradas mais de 2,2 milhões de inserções publicitárias no rádio, envolvendo 5.982 anunciantes e mais de 7.138 marcas.
Os números ajudam a mostrar um cenário em que o rádio mantém sua presença tradicional, ao mesmo tempo em que amplia seus pontos de contato com o público por meio de celulares, plataformas digitais e outros formatos de áudio.
O Audio Pulse 2026 considera dados de audiência de rádio referentes ao período de abril a junho de 2026 e contempla 13 regiões metropolitanas acompanhadas pelo Ibope. Portanto, os números não representam diretamente toda a população brasileira.
Mais do que apontar o tamanho da audiência, o estudo mostra uma transformação no comportamento de quem consome áudio: o mesmo ouvinte pode ouvir rádio no carro, acompanhar uma emissora pelo celular, escutar música em uma plataforma de streaming e depois consumir um podcast.
Nesse cenário, o rádio continua fazendo parte da jornada diária de áudio, agora em mais lugares, formatos e plataformas.
