O rádio está presente em diferentes momentos da vida dos brasileiros. Na cozinha durante o café da manhã, no carro a caminho do trabalho, no comércio, no campo, nos estádios, nas redações e, cada vez mais, também nas telas dos celulares e computadores.
Neste 25 de setembro, o Brasil celebra o Dia Nacional do Rádio, uma data que representa muito mais do que uma homenagem a um meio de comunicação. É uma celebração de uma história construída ao longo de gerações e de profissionais que ajudaram a transformar o rádio em uma das formas mais populares de comunicação do país.
A escolha do dia 25 de setembro está ligada ao nascimento de Edgar Roquette-Pinto, considerado um dos pioneiros da radiodifusão brasileira. Nascido em 1884, Roquette-Pinto teve participação fundamental na implantação do rádio no Brasil e fundou, em 1923, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, considerada a primeira emissora oficial do país e que posteriormente deu origem à atual Rádio MEC.
Um companheiro de várias gerações
Ao longo de sua história, o rádio acompanhou profundas transformações na sociedade brasileira.
Vieram as grandes transmissões ao vivo, as radionovelas, os programas de auditório, o jornalismo, o esporte, os programas musicais, as prestações de serviço e as vozes que se tornaram conhecidas por milhões de ouvintes.
Para muita gente, o rádio também representa memória.
É lembrar de acordar ouvindo o programa preferido, acompanhar uma partida narrada pelo rádio, esperar determinada música tocar, ouvir as notícias do dia ou simplesmente ter uma voz fazendo companhia enquanto o trabalho continua.
E talvez esteja justamente aí uma das maiores forças do rádio: a capacidade de criar proximidade mesmo sem precisar estar diante dos olhos de quem ouve.
O rádio também mudou
Se os aparelhos e as tecnologias mudaram, o rádio também se reinventou.
Hoje, uma emissora pode estar simultaneamente no FM, no site, em aplicativos, nas redes sociais, em plataformas de streaming, no YouTube e em podcasts.
O ouvinte ganhou novas formas de acompanhar sua rádio preferida, enquanto as emissoras passaram a produzir conteúdo para diferentes plataformas.
Mas, mesmo diante de tantas mudanças, algo permanece: a voz, a informação, a música e a companhia.
O rádio continua sendo um importante veículo de informação, entretenimento, cultura e prestação de serviço, alcançando públicos em diferentes regiões e realidades do país. O próprio Ministério das Comunicações destaca esse papel histórico do rádio como um meio acessível e presente no cotidiano da população.
Uma data que já fazia parte da história do rádio
Embora o Dia Nacional do Rádio tenha sido oficialmente instituído pela Lei nº 15.101, sancionada em janeiro de 2025, o 25 de setembro já era tradicionalmente celebrado pelo setor muito antes da oficialização. Registros da Câmara dos Deputados apontam que a data foi escolhida para homenagear Roquette-Pinto e já era utilizada para celebrar o rádio e a radiodifusão.
A lei apenas colocou oficialmente no calendário nacional uma comemoração que já fazia parte da história e da tradição da radiodifusão brasileira.
Mais que uma data, uma história que continua
Celebrar o Dia Nacional do Rádio é lembrar de tudo aquilo que veio antes, mas também olhar para o presente e para o futuro.
O rádio não precisa ser exatamente como era ontem. Ele pode mudar de frequência, de plataforma, de formato e de linguagem.
O que importa é continuar chegando a quem está ouvindo.
Porque, depois de tantas décadas, o rádio continua provando que tecnologia nova não significa necessariamente o fim das antigas paixões.
Neste 25 de setembro, o Brasil celebra o rádio. Celebra suas vozes, suas histórias, seus profissionais e todos aqueles que, de alguma maneira, fazem esse meio continuar no ar.
Feliz Dia Nacional do Rádio!
