O rádio continua fazendo parte da rotina dos moradores de Campo Grande (MS). É o que aponta um levantamento realizado pelo Instituto Ranking Brasil Inteligência, que ouviu 2 mil pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 20 e 30 de julho de 2026.
A pesquisa foi realizada nas sete regiões urbanas de Campo Grande, além dos distritos de Anhanduí e Rochedinho e da zona rural. O estudo possui intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
66% ouvem rádio todos os dias
O levantamento mostra uma presença significativa do rádio no cotidiano dos campo-grandenses. 66% dos entrevistados afirmaram ouvir rádio diariamente, enquanto 10% disseram escutar às vezes. Outros 22% afirmaram não ouvir rádio e 2% não souberam ou não responderam.
A pesquisa também mostra que o hábito permanece bastante frequente: 56% afirmaram ouvir rádio todos os dias, enquanto 17% preferem de segunda a sexta-feira e 14% concentram o consumo nos finais de semana.
Manhã é o horário de maior audiência
Entre os períodos do dia, a manhã aparece como o principal momento para ouvir rádio, escolhida por 43,6% dos entrevistados.
A tarde aparece em segundo lugar, com 24%, seguida pela noite, com 13%, e pela madrugada, com 3,4%. Outros 16% não souberam ou não responderam.
Os números reforçam a importância da faixa matinal para as emissoras, período tradicionalmente marcado por jornalismo, prestação de serviço, informação local, entretenimento e música.
Quanto tempo os ouvintes passam no rádio?
A maior parcela dos entrevistados, 45%, afirmou ouvir rádio por até uma hora por dia.
Outros 25% permanecem entre uma e duas horas, enquanto 14% escutam de duas a quatro horas diariamente. Já 3,6% passam mais de quatro horas por dia acompanhando o rádio.
A casa ainda é o principal lugar para ouvir
Mesmo com a expansão do streaming e dos aplicativos, a casa continua sendo o principal ambiente de consumo do rádio em Campo Grande.
56% dos entrevistados disseram ouvir rádio em casa. Outros 22% escutam enquanto dirigem, 17% no trabalho e 12,4% utilizam aplicativos, streaming e celulares.
O resultado mostra que o rádio mantém presença em diferentes momentos da rotina, combinando o aparelho tradicional com as novas formas de distribuição digital.
Música continua sendo o grande chamariz
Quando questionados sobre o que mais procuram na programação, 66% apontaram a música como principal atração.
O jornalismo aparece na segunda posição, com 22%, seguido pelas entrevistas, com 9,8%. Programas de esportes, humor e outros conteúdos somaram 5,4%.
Os números mostram que, embora a informação continue tendo espaço importante, a música permanece como uma das principais portas de entrada para o consumo radiofônico.
Sertanejo domina a preferência musical
Entre os gêneros musicais, o sertanejo raiz e o modão lideram, com 38,6% das preferências.
Na sequência aparecem o sertanejo universitário, com 26,4%, e o gospel/evangélico, com 20,8%.
O flashback e romântico aparecem com 14,6%, enquanto pop e rock somam 13%. Samba, pagode e axé registraram 6,4%; MPB e música clássica, 5%; e música regional e viola, 4%.
Um dado interessante é que 16% dos entrevistados afirmaram gostar de todos os gêneros musicais apresentados.
O rádio continua presente
Os números de Campo Grande mostram que, apesar das transformações provocadas pelo streaming, podcasts, redes sociais e plataformas digitais, o rádio continua ocupando um espaço relevante na rotina do público.
A forte presença da música, a audiência concentrada pela manhã e o consumo dentro de casa, no carro e no trabalho revelam um meio que segue acompanhando diferentes momentos do dia, agora também através dos celulares e da internet.
Para o mercado radiofônico, pesquisas como essa ajudam a entender não apenas quantas pessoas continuam ouvindo rádio, mas também quando, onde, por quanto tempo e em busca de qual conteúdo.
E em Campo Grande, pelo menos de acordo com o levantamento, o rádio continua tendo muita gente na escuta.
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