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O aumento contínuo do consumo do rádio online mostra o potencial do meio para buscar outros formatos de transmissão e propaganda

Por Fernanda Nardo

Transformação digital das emissoras é um dos assuntos que estão no foco de diversos debates, afinal, é visível que as rádios na atualidade estão além das ondas de transmissão e ocupam meios que até alguns anos atrás pareciam inabitáveis. Contudo, essa mudança requer também uma nova maneira de pensar formatos, além de novas ideias voltadas para a publicidade no digital.

“A transformação inicia-se na rotina da empresa, dos profissionais, na conscientização da equipe, e principalmente, no entendimento do que pode ser feito em cada emissora”, destaca o head de Marketing da Cadena Sistemas, Luiz Fernando Carreirão.

A nova edição do Inside Radio 2021 mostrou que os brasileiros preferem usar o rádio comum (80%), mas o consumo pelo celular passou de 23% para 25% em 2021. Segundo a pesquisa, 10% da população declara ter ouvido rádio pela internet nos últimos 30 dias. Entre os ouvintes de rádio web, o celular é o device favorito (66%), seguido pelo computador (37%). Já o perfil do ouvinte no digital é ligeiramente mais masculino (51%), com uma concentração na classe AB (67%) e mais jovem, com 57% dos ouvintes entre 20 e 39 anos.

O aumento contínuo do consumo do rádio online mostra o potencial do meio para se tornar multiplataforma e investir em outros formatos, como destaca o head. “A pesquisa mostra a expansão do áudio, se a rádio consegue se tornar uma produtora de conteúdo multiplataforma ela impacta em diferentes formas nos ouvintes”.

No entanto, para uma parte considerável das emissoras, inclusive, as de pequeno porte, essa realidade parece muito distante, já que por trás dessa transformação também existem algumas questões fundamentais, como a falta de pessoal, ter que lidar com um orçamento mais enxuto, redução de custos ou até mesmo ter que lidar com os bloqueios criativos e pensar fora do habitual. Segundo Carreirão, quando as rádios olham todas as opções de publicidade, como notificação push, banners, pre-roll, fica difícil saber por onde começar.

“O principal mecanismo para a rádio entender onde ela pode evoluir, além de começar a enxergar as mudanças que já foram feitas, eu sugiro anotar tudo, além de registrar todas as demandas dos clientes. Com isso, aos poucos a rádio pode ir encaixando à sua realidade. Cada rádio pode utilizar o digital de forma mais inteligente e adequada para seu público, para sua região”, destaca.

As rádios do interior, por exemplo, costumam ter força no testemunhal, mas muitas vezes não sabem como utilizar isso no meio digital. “Ela pode utilizar o locutor para um vídeo na rede social ou pensar um banner no site que pode ser um vídeo do locutor. A dica é pensar essa comercialização do digital de uma forma integrada. A comunicação do rádio precisa ser universal, plural e conectada”, explica.

No gosto dos ouvintes

O Inside Radio 2021 também trouxe uma pesquisa sobre os formatos de propaganda em áudio que as pessoas mais prestam a atenção: 50% ficam mais atentos aos comerciais no rádio entre os programas e as músicas, 28% às promoções na programação da emissora, 26% às ações publicitárias feitas por locutores durante os programas de rádio, 21% aos anúncios inseridos na playlist do aplicativo em que está ouvindo e, por fim, 10% aos anúncios feitos enquanto se ouve podcast.

“Temos três formatos que são mais tradicionais, mas o quarto formato queridinho dos ouvintes já é digital. Por isso, vale aproveitar a tendência, e também investir em anúncios neste meio, pode ser um banner, pre-roll, uma notificação push, que vai aparecer durante o uso do aplicativo”.

Outra sugestão do head é fazer uma propaganda também em áudio, como uma vinhetinha antes de começar o programa. Vale também um conteúdo mais informativo, como um programa mais curto para o site ou aplicativo sobre um tema que tenha relação com o anunciante, sem que seja necessariamente uma propaganda direta.

Em alta no digital

Um dos destaques, inclusive, citado no Inside Rádio, é a propagando de abertura do player no site da emissora. Com isso, duas ferramentas que podem ser usadas pelas emissoras podem ser a notificação push e o pre-roll.

Notificação Push

O push é quase que um calendário ou alarme. Ela surge para lembrar o usuário de algo importante que ele possa ter interesse. No rádio, o push pode ser usado de muitas formas, como relembrar ouvintes sobre programas que estejam começando, novos conteúdos postados, sorteios ou promoções lançadas e até mesmo notícias.

“Também é uma oportunidade comercial, vamos supor que todos os dias às 10h têm um sorteio na programação, vinculado a um anunciante. Uma opção é avisar o seu ouvinte pelo push. Dá pra colocar uma senha nessa notificação, e a pessoa vai ter que falar a senha na programação ao vivo. É preciso pensar nessas ações conectadas”, destaca o head da Cadena.

Pre-Roll

Sabe aquele vídeo ou banner clicável que aparece assim que você abre um vídeo ou acessa o app no seu celular? Conhecido como pré-roll, se popularizou muito nos últimos anos com o YouTube e aplicativos. Dentro da publicidade para rádio, o pre-roll pode ser utilizado tanto para anúncios de marcas, como também da sua programação ou novos canais da emissora.

“Pensar algo que seja atrativo, clicável e que vai fazer com que a pessoa de fato tenha interesse. Sempre digo para pensar numa promoção, desconto ou anúncio de lançamento”.

FONTE: AERP - Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná

Postado por ADM

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